Quando a fé se torna a única arma.

Na casa grande da roça, onde uma família de doze pessoas dividia a rotina simples do campo, um menino de apenas cinco anos começa a enxergar aquilo que ninguém mais consegue ver.
Tudo começa com vultos. Depois surge um bode escuro. Até que, durante as noites, criaturas estranhas passam a ocupar o quarto. Algumas caminham inquietas, outras permanecem deitadas, mas todas carregam algo assustador em comum: brasas parecem arder em suas bocas. E, a cada piscada do menino, elas estão um pouco mais perto.
Há ainda uma presença mais perturbadora. Um velho permanece à porta, observando em silêncio, com a boca iluminada pelo mesmo fogo das criaturas. Paralisado pelo medo e incapaz de explicar aos adultos aquilo que presencia, o garoto procura na mãe uma maneira de se proteger e faz um pedido simples: quer aprender a rezar.
É assim que conhece o Pai Nosso. Entre todas as palavras da oração, uma frase passa a acompanhá-lo com uma força especial: “livrai-nos do mal”.
No limite entre as lembranças da infância, o sobrenatural e a fé, Pai Nosso acompanha a experiência de uma criança que encontra na oração a única arma disponível para enfrentar aquilo que se aproxima todas as noites.
E, pouco a pouco, algo começa a mudar.
